Postado por editor em 04 de ago de 2025
O programa Boa Sorte Viajante desta semana convida o público a conhecer Rio Branco, capital do Acre, uma cidade marcada por revoluções, disputas internacionais e a força de um povo que construiu sua própria identidade. Localizada no coração da Amazônia Ocidental, Rio Branco já foi proclamada país, teve bandeira, governo e moeda própria, e só se tornou brasileira após o Tratado de Petrópolis, em 1903, quando o Brasil comprou o território da Bolívia.
A produção revela como a borracha transformou o Acre, no fim do século XIX, em terra de oportunidades. Nordestinos, indígenas, bolivianos e peruanos formaram o mosaico cultural acreano. Foi nesse contexto que seringueiros, liderados por Plácido de Castro, expulsaram os bolivianos e consolidaram a presença brasileira. Antes do acordo diplomático, o espanhol Luis Galvez chegou a proclamar o Estado Independente do Acre, em 1899, episódio que deixou marcas profundas na memória local.
O programa também destaca as tradições e sabores que tornam Rio Branco única. No Mercado Velho, o tambaqui frito, o arroz com feijão e o suco de graviola são convites para experimentar a cultura amazônica. O Rio Acre, que corta a cidade, segue como testemunha viva dessa história. Outro ponto abordado é o legado de Chico Mendes. O Parque Ambiental que leva seu nome oferece trilhas, espaços culturais e um memorial dedicado ao líder seringueiro, além de um zoológico que abriga animais resgatados e promove a educação ambiental. Rio Branco ainda guarda segredos arqueológicos, como os geoglifos, marcas geométricas no solo que intrigam cientistas e revelam uma ocupação humana antiga e cheia de mistérios.

Matheus Boa Sorte com senhor Severino Calazans que tem 103 anos de idade.
Crescendo entre os desafios típicos das cidades médias, a capital acreana aposta na bioeconomia, na educação e no turismo sustentável. Entre o passado e o futuro, Rio Branco se reinventa, sem abrir mão das raízes que a tornaram símbolo de resistência. O Boa Sorte Viajante mostra que, no Acre, o passado pulsa forte e o futuro nasce com as raízes profundas da floresta.