Postado por editor em 03 de jun de 2026
Entre cânions escondidos, trilhos que mudaram destinos e sabores que carregam a alma do sertão, Urandi revela um dos capítulos mais surpreendentes do interior baiano. No novo episódio do último domingo (31), o Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, desembarca no sudoeste da Bahia para exibir um município onde natureza, história e tradição caminham lado a lado. A jornada percorre alguns dos principais atrativos da cidade, incluindo a impressionante Garganta do Impossível, a Cachoeira do Dedinha, as barragens que transformaram a economia regional e os vestígios da ferrovia que marcou profundamente o desenvolvimento local.
Um dos momentos mais marcantes da reportagem é a expedição até a Garganta do Impossível, um cânion localizado na divisa entre Bahia e Minas Gerais. Após horas de deslocamento e uma trilha desafiadora em meio à mata fechada, o Matheus Boa Sorte se depara com um cenário de rara beleza, cercado por paredões rochosos, águas do Rio Verde Pequeno e uma atmosfera quase intocada. Nos arredores, pinturas rupestres testemunham a presença de povos ancestrais que habitaram a região há milhares de anos, reforçando a importância histórica e arqueológica do local. Guias e moradores destacam ainda o potencial do destino para o ecoturismo e a necessidade de preservar esse patrimônio natural para as futuras gerações.

Onde a fé encontra a história: Igreja Matriz de Urandi.
Ao longo da viagem, personagens locais ajudam a contar a verdadeira identidade de Urandi. Entre eles está Edlene Tolentino, produtora do premiado queijo de trança artesanal do Laticínio Nascer do Sol, vencedor de medalha de ouro em um concurso realizado em Salvador. Sua história simboliza a força da agricultura familiar e da tradição leiteira presente na região. O programa também mostra como a assistência técnica, a certificação de qualidade e o trabalho dos pequenos produtores vêm ampliando oportunidades no campo, transformando conhecimento e dedicação em desenvolvimento econômico e reconhecimento para os produtos locais.
A dimensão histórica do município ganha destaque ao relembrar a chegada da ferrovia Salvador–Monte Azul, cuja implantação impulsionou a economia, atraiu investimentos e alterou definitivamente a dinâmica urbana de Urandi a partir da década de 1950. O episódio também visita a Barragem Cova de Mandioca e o sistema hídrico que sustenta a agricultura irrigada e o turismo regional, além de apresentar a Cachoeira do Dedinha, cenário de aventura, contemplação e rapel em meio às rochas. A viagem termina com os sabores da culinária local no Arena Clube Padrinho Jerônimo, onde Matheus experimenta a tradicional traíra sem espinhos. Com paisagens deslumbrantes, patrimônio histórico e personagens inspiradores, Urandi se revela um destino autêntico, capaz de surpreender viajantes e despertar novos olhares sobre as riquezas do sertão baiano.