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No interior de São Paulo, em meio às paisagens da Serra da Mantiqueira, Santo Antônio do Pinhal é o destino explorado pelo programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, em um episódio que combina natureza, história, personagens e gastronomia. A produção conduz o espectador por uma jornada sensorial que revela como o município, com pouco mais de 7 mil habitantes, vem se consolidando como um dos destinos mais completos da região ao unir tradição cultural, preservação ambiental e iniciativas inovadoras no turismo rural.

Ao longo do episódio, o telespectador percorre diferentes pontos da cidade, situada a cerca de 163 quilômetros da capital paulista, destacando sua vocação como estância climática de altitude, com temperaturas amenas e atmosfera propícia ao descanso. A narrativa resgata as origens históricas ligadas às rotas de tropeiros no século XIX e avança até projetos contemporâneos que reposicionam Santo Antônio do Pinhal no mapa turístico nacional, valorizando suas paisagens naturais, trilhas, cachoeiras e experiências autênticas.

Entre montanhas e paisagens deslumbrantes, Santo Antônio do Pinhal se destaca na Serra da Mantiqueira.

Entre os destaques, ganham protagonismo os personagens que ajudam a contar a história do lugar. O casal responsável por uma fazenda de azeites premiados internacionalmente simboliza a ascensão da olivicultura brasileira, transformando um projeto iniciado em 2014 em referência global. Outro nome marcante é o do marceneiro japonês Morito Ebne, que trouxe ao Brasil a técnica milenar da marcenaria de encaixe, produzindo peças sem o uso de pregos ou metais e reforçando a importância do trabalho artesanal. No cenário natural, a Cachoeira do Lajeado surge como um dos principais cartões-postais, preservada por uma mesma família há cerca de 200 anos e aberta à visitação de forma sustentável.

Vinícola de Santo Antônio do Pinhal une tradição, altitude e qualidade na produção de vinhos

A experiência se completa com a valorização da gastronomia e da produção local. Pratos que exploram ingredientes regionais e o uso do azeite fresco dialogam com a tradição culinária da Mantiqueira, enquanto uma vinícola de altitude, reconhecida nacional e internacionalmente, destaca o potencial da região na produção de vinhos de excelência. Ao integrar esses elementos, o Boa Sorte Viajante vai além de um roteiro turístico e constrói uma narrativa que evidencia a harmonia entre tradição, inovação e natureza, convidando o público a desacelerar e redescobrir o Brasil a partir de suas próprias raízes.

Uma viagem pelo interior de São Paulo revela histórias pouco conhecidas de comunidades que quase desapareceram do mapa. No novo episódio do programa Boa Sorte Viajante exibido no último domingo (15), o jornalista e apresentador Matheus Boa Sorte percorre os distritos de Sussuí, Sapezal e Vila Elvio, lugares que nasceram impulsionados pela ferrovia e pelo trabalho no campo, viveram períodos de prosperidade e, ao longo das décadas, enfrentam transformações econômicas, decisões políticas e mudanças no modelo de transporte que provocaram o êxodo de grande parte de seus moradores. Durante o programa, é  mostrado como essas localidades ainda resistem graças à memória, às tradições e ao apego de quem decidiu permanecer.

Sussuí é um pequeno distrito rural pertencente ao município de Palmital, no interior do estado de São Paulo

A jornada começa em Sussuí, distrito de Palmital, a cerca de 12 quilômetros do centro da cidade. Fundado em 1914 como ponto de abastecimento das locomotivas a vapor da Estrada de Ferro Sorocabana, o pequeno povoado rapidamente se transformou em uma comunidade movimentada, com comércio ativo, escola, cartório, serviço postal e até cinema. No auge, em 1970, o distrito chegou a ter cerca de 358 habitantes. A moradora Dona Sueli recorda com saudade das festas religiosas, das brincadeiras nas ruas e das sessões de cinema improvisadas atrás da igreja. Com o declínio das ferrovias, a geada que devastou o café e o fechamento das fábricas de farinha de mandioca que sustentavam a economia local, o distrito perdeu grande parte da população. Hoje cerca de 30 moradores ainda vivem ali, preservando a igreja, a antiga estação ferroviária e as memórias de um passado movimentado.

A segunda parada da viagem é Sapezal, distrito de Paraguaçu Paulista, fundado em 1916 também por influência da ferrovia. Em seu período de maior prosperidade, o local chegou a ter cerca de dois mil moradores, com hotéis, farmácia, serraria, alfaiataria, banda de música e também cinema. Em 1938, um decreto estadual retirou o status de município da localidade, provocando a saída de repartições públicas, o fechamento da estação ferroviária e o início do esvaziamento da comunidade. Hoje cerca de 100 pessoas vivem em Sapezal, que tenta reinventar sua identidade por meio da produção artesanal, de pequenos empreendimentos culturais e do turismo de fim de semana. O distrito também guarda um importante legado cultural: foi ali que as irmãs Galvão, uma das duplas femininas mais importantes da música sertaneja, deram os primeiros passos na carreira. Entre os atrativos da região estão o memorial dedicado às cantoras e a Cachoeira do Orto, destino de ecoturismo cercado pela natureza.

A Vila Élvio é uma antiga vila industrial dos anos 1930 fundada pelo italiano Luigi Liscio.

A viagem termina em Vila Elvio, comunidade rural localizada em Piedade e criada a partir de um projeto idealizado pelo imigrante italiano Luigi De Lício na década de 1930. Ele adquiriu mais de dois mil hectares de terra com o objetivo de fundar uma colônia para imigrantes italianos, com infraestrutura completa que incluía escola, cinema, igreja, hotel e uma fábrica que chegou a produzir 35 mil camas por mês para o Exército brasileiro. Durante as décadas de 1960 e 1970, a vila chegou a ser considerada mais desenvolvida do que a própria cidade de Piedade. Mudanças nas leis ambientais e transformações econômicas levaram ao declínio da atividade industrial, mas cerca de 300 moradores ainda vivem na comunidade. A fábrica continua funcionando com novos produtos, enquanto moradores e jovens da região buscam preservar a história local e estimular o turismo. Ao percorrer esses três lugares, Matheus Boa Sorte mostra que, apesar das mudanças e dificuldades, a história dessas comunidades continua viva graças à resistência e ao amor de quem ainda chama esses lugares de casa.

Entre flores, moinhos e histórias de recomeço, o programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, leva o público a uma viagem por Holambra, cidade do interior de São Paulo conhecida como a Capital Nacional das Flores. Localizada a cerca de 132 quilômetros da capital paulista e com pouco mais de 15 mil habitantes, a cidade impressiona logo na chegada pelas ruas bem cuidadas, jardins coloridos e pela arquitetura inspirada na cultura holandesa. O episódio revela um destino onde tradição, turismo e identidade caminham juntos, convidando o espectador a conhecer um pedaço da Europa no interior do Brasil.

Moinho dos Povos Unidos, em Holambra: um dos principais cartões-postais da capital nacional das flores.

Durante o episódio, Matheus Boa Sorte resgata a história da cidade, fundada por imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial em busca de novas oportunidades. Fugindo das dificuldades do pós-guerra na Europa, essas famílias trouxeram conhecimento agrícola e uma forte cultura comunitária, elementos que transformaram a região em um dos maiores polos de floricultura da América Latina. Atualmente, Holambra concentra cerca de 80% das exportações brasileiras de flores e se consolidou como referência nacional no setor, resultado de décadas de trabalho e da herança cultural deixada pelos primeiros colonos.

Durante a visita, o programa apresenta alguns dos principais atrativos do município, entre eles o sítio Macena Flores, espaço que reúne produção agrícola e turismo rural em meio a campos de girassol, lavanda, cactos, suculentas e oliveiras. No local, o empresário Renê Gunnewiek explica como a cidade construiu sua vocação florícola ao longo das décadas e como, nos últimos anos, muitos produtores passaram a abrir suas propriedades à visitação, transformando o turismo em uma nova frente de desenvolvimento para a cidade. O episódio também percorre o Museu Histórico e Cultural de Holambra, onde documentos, fotografias e objetos ajudam a preservar a memória das famílias que cruzaram o oceano para recomeçar no Brasil.

Em Holambra, a Macena Flores encanta visitantes com a diversidade e o colorido das flores.

Entre os cartões-postais apresentados está o Moinho Povos Unidos, símbolo da herança holandesa e um dos pontos mais visitados do município. O programa também destaca a gastronomia local, que mantém viva a tradição da imigração. Na confeitaria Zoet en Zout, Dona Maria Meulman e Juliana Meulman compartilham receitas e memórias de família, enquanto o chef Marcel Dijkerk, da Tratterie Holandesa, apresenta pratos típicos que ajudam a traduzir a identidade cultural da cidade. Entre flores, sabores e histórias de vida, o episódio mostra que Holambra é mais do que um destino turístico: é o resultado de um encontro entre culturas que transformou trabalho, memória e esperança em uma cidade única no Brasil.

O episódio deste domingo (30) do programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, levou os telespectadores a uma viagem inesquecível pelo coração das Minas Gerais, mais precisamente até a pequena e charmosa comunidade de Serra dos Alves, pertencente ao município de Itabira (MG). Localizada a 103 quilômetros de Belo Horizonte, às margens do Parque Nacional da Serra do Cipó, a vila é cercada por montanhas, rios e formações rochosas que compõem a Serra do Espinhaço, considerada a única cordilheira do Brasil. Com menos de cem moradores fixos, cerca de 56 permanentes, o lugar é um verdadeiro refúgio de tranquilidade, beleza natural e hospitalidade.

Com origens que remontam ao século XIX, Serra dos Alves nasceu da chegada dos bandeirantes por volta de 1850, que exploravam a região em busca de ouro e cristais. Sem encontrar as riquezas minerais, os primeiros moradores voltaram-se para a agricultura e a criação de animais, formando uma comunidade autossuficiente e solidária. A história da vila guarda também um capítulo de grande humanidade: o acolhimento de pessoas com hanseníase (lepra) no início do século XX. Por ser uma área isolada e de difícil acesso, a região serviu de abrigo a quem buscava refúgio e tratamento. Esse período, marcado por empatia e solidariedade, deixou um legado que ainda hoje define o espírito da comunidade: de união, respeito e cuidado com o próximo.

Durante o episódio, Matheus Boa Sorte caminhou pelas poucas ruas do vilarejo e conversou com personagens que são a alma de Serra dos Alves. Dona Terezinha, guardiã da Capela de São José, compartilhou histórias de fé e pertencimento; Seu José Gabriel, aos 83 anos, recordou o passado de simplicidade e trabalho na roça; e Ana Cláudia, cozinheira de mãos habilidosas, preparou o famoso “frango suado”, um prato típico da região, herança das antigas fazendas mineiras. O apresentador também conheceu Zé Luiz, o “Zé do Queijo”, responsável por manter viva a tradição do queijo artesanal mineiro, símbolo de sabor e identidade regional.

Capela de São José, Serra dos Alves

Além de sua riqueza cultural e histórica, Serra dos Alves é hoje um dos principais destinos de ecoturismo de Itabira, com 52 cachoeiras catalogadas, entre elas a Cachoeira da Boa Vista e a Cachoeira do Bongue, que impressionam pela beleza e diversidade de paisagens. Trilhas, poços e mirantes são explorados com o apoio de guias locais que, mais do que condutores, são guardiões do território e do equilíbrio ambiental. O turismo na região cresce de forma sustentável, valorizando a cultura e a economia locais sem comprometer o sossego que faz do vilarejo um dos lugares mais autênticos das Minas Gerais.

Ao encerrar o episódio, Matheus Boa Sorte refletiu sobre o que faz de Serra dos Alves um destino tão especial: “Tem lugares que conquistam a gente de um jeito único. Aqui vivi sorrisos verdadeiros, escutei histórias ao redor do fogão à lenha e aprendi que a felicidade mora nas pequenas coisas.” Mais do que um ponto no mapa, Serra dos Alves é um refúgio de alma, onde a simplicidade é riqueza, a natureza é mestra e a vida ganha outro sentido. É um pedaço do paraíso mineiro que Matheus convida o público a conhecer, nem que seja, por enquanto, sem sair do sofá da sala.

Entre as montanhas de Minas Gerais, o programa Boa Sorte Viajante, comandado por Matheus Boa Sorte, desembarcou em Catas Altas, uma cidade que surpreende por seu título inusitado: é considerada a mais rica do Brasil em PIB per capita. Com pouco mais de cinco mil habitantes, o município é sustentado pela extração de minério de ferro, responsável por impulsionar sua economia e colocar a cidade no topo do ranking nacional de riqueza. No entanto, como destacou Matheus, o verdadeiro tesouro de Catas Altas não está no subsolo, e sim nas suas paisagens deslumbrantes, na hospitalidade de seu povo e na cultura viva que atravessa séculos.

Durante o episódio, Matheus conduz o público a uma visita pelo Santuário do Caraça, fundado em 1774, um dos lugares mais simbólicos da história mineira. O complexo mistura fé, arquitetura e natureza, tendo abrigado figuras como Dom Pedro II e educado gerações de brasileiros. A igreja neogótica, a biblioteca com obras raras e as trilhas que cercam o santuário formam um cenário de rara beleza onde é impossível não se emocionar com a imponência da Serra do Caraça, que emoldura a cidade e reforça sua vocação para o turismo ecológico e espiritual.

Santuário da Serra do Caraça, em Catas Altas

O programa também mostra o sabor de Minas no Restaurante Primórdios da Terra, onde a chef Lêda Sátira prepara um risoto de taioba com banana-da-terra e costelinha suína, uma fusão entre o rústico e o sofisticado. Outro destaque é o tradicional vinho de jabuticaba, produzido há gerações por famílias locais, como a da Dona Jesuína, símbolo da reinvenção econômica e cultural da cidade após o ciclo do ouro. Matheus experimenta as iguarias e define a experiência como sendo um encontro entre memória, afeto e sabor.

Encerrando o episódio, o apresentador reflete sobre a simplicidade e a força de Catas Altas. Entre casarões coloniais, igrejas centenárias e o histórico Bicame de Pedra, a cidade revela uma beleza que vai muito além dos números. “Aqui o tempo passa devagar, o coração acelera e a gente entende o que é viver com riqueza de verdade”, diz Matheus Boa Sorte. No “Boa Sorte Viajante”, Catas Altas aparece não apenas como a cidade mais rica do Brasil, mas como um retrato da essência mineira, onde a fé, a natureza e o acolhimento se unem para contar uma história que fica na alma de quem visita.

O programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, desta semana dedicou um episódio especial à cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, como parte das comemorações pelo aniversário do município. O episódio levou o público a uma imersão nesse destino singular, conhecido como a “Suíça Baiana” por seu clima ameno e acolhedor, apresentando um destino que combina modernidade e tradição, destacando sua rica história, gastronomia, cultura e hospitalidade. Reconhecida como uma das melhores cidades para se viver na Bahia, segundo o estudo Desafios da Gestão Municipal, Conquista foi mostrada como um exemplo de desenvolvimento e qualidade de vida no interior nordestino.

Logo no início do episódio, Matheus Boa Sorte faz uma contextualização da cidade, revelando curiosidades históricas, como o fato de Vitória da Conquista quase ter pertencido a Minas Gerais, além da explicação sobre a origem do nome feita pelo historiador Ruy Medeiros. O meteorologista Rosalve Lucas comenta sobre o clima peculiar que faz da cidade a mais fria da Bahia, com temperaturas já registradas abaixo dos 6 °C, e o coronel Paulo Henrique destaca os avanços que tornaram o município a cidade mais segura da Bahia entre as de médio e grande porte. Em belas imagens aéreas, o público é convidado a conhecer cartões-postais como a Serra do Marçal, o Cristo Crucificado de Mário Cravo, o Museu Cajaíba, o Orquidário, o Poço Escuro, a Lagoa das Bateias e a Catedral das Flores, reforçando o potencial turístico e cultural da região.

A gastronomia, marca registrada da cidade, ganhou destaque no episódio. Matheus visitou o tradicional Bar do Elias, famoso pelo icônico pescoço de peru, símbolo da boemia conquistense, ao lado do influenciador gastronômico Léo Tavares, do perfil @boteco512. Juntos, eles mostraram o sabor e o carisma que tornam a vida noturna de Conquista tão vibrante. O programa também mergulhou na zona rural, onde o apresentador conheceu o atleta Isaac Ferraz, que completou uma corrida de 200 quilômetros, exemplo de superação e amor pela cidade. Outro ponto alto foi a visita à fazenda do Café Reserva do Vale, onde os produtores Vinícius Rodrigues, Ana Paula Dias e Jaqueline Oliveira falaram sobre o cultivo do café arábica em altitudes que variam entre 800 e 1.000 metros. A atividade, que movimenta mais de R$100 milhões por ano e gera cerca de 5 mil empregos, reafirma o protagonismo de Conquista como pólo cafeeiro da Bahia.

Catedral Metropolitana Paróquia Nossa Senhora das Vitórias

O título de Capital Baiana do Biscoito também foi explorado na reportagem. As irmãs Maria Helena e Cristiana Rodrigues, do Biscoitos Ceasa, compartilharam histórias de família e mostraram como a tradição de preparar biscoitos com manteiga se tornou uma herança afetiva e uma força econômica. A produção, que ultrapassa 4 mil toneladas anuais, movimenta a economia local e preserva o sabor das origens. Ao final, Matheus Boa Sorte refletiu sobre a essência conquistense, destacando a mistura harmoniosa entre o frio das montanhas, o calor humano, o café fumegante e a fé do sertanejo. “Vitória da Conquista é uma cidade de alma grande, que faz do café, do frio e do sorriso sua marca registrada. Uma vitória conquistada com trabalho, cultura e amor ao sertão”, afirmou o apresentador, encerrando com um convite para que o público conheça e viva a experiência desse destino singular.

 

No último domingo (05), o programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, exibiu um documentário especial com uma jornada emocionante pelos Caminhos do Tapajós, no coração do Norte do Brasil. O episódio conduziu o espectador por uma viagem repleta de história, natureza e reflexão. Entre paisagens que parecem pinturas e as ruínas de um passado ambicioso, o público foi convidado a conhecer Fordlândia, o ousado projeto industrial de Henry Ford no meio da Amazônia, e descobrir como o sonho americano acabou sendo engolido pela força da floresta e pela sabedoria da vida simples.

Na primeira parte do programa, Matheus revela as marcas deixadas em Fordlândia, cidade construída nos anos 1920 para ser o símbolo da modernidade e da produção de borracha que deveria abastecer as fábricas da Ford nos Estados Unidos, um projeto que jamais prosperou. A monocultura das seringueiras, o desconhecimento sobre o clima amazônico e os choques culturais entre americanos e brasileiros culminaram em um dos capítulos mais curiosos da história do país. Entre máquinas enferrujadas e casas que resistem ao tempo, o programa mostra os moradores que lutam para preservar a memória e transformar o local em um destino turístico e cultural.

Fordlândia

Em seguida, Matheus segue viagem por Alter do Chão, Jamaraquá e Rurópolis, revelando o outro lado do Tapajós: praias de rio com areia branca, comunidades que vivem em harmonia com a floresta e exemplos inspiradores de turismo sustentável. O episódio destaca projetos de preservação de tartarugas, produção de mel e artesanato com palha de tucumã, atividades que unem tradição, renda e respeito ao meio ambiente. A gastronomia paraense também ganha espaço, com pratos típicos como o tambaqui assado e o pirarucu ensopado, símbolos da identidade e da riqueza cultural da região.

Encerrando a jornada, Matheus Boa Sorte reafirma o propósito que move o programa: contar as histórias que o Brasil não pode esquecer. “Caminhos do Tapajós” transcende o formato de um simples roteiro de viagem é uma verdadeira crônica visual sobre o encontro entre o homem e a natureza, o passado e o futuro. Ao final, o apresentador deixa uma mensagem poderosa: valorizar as comunidades amazônicas é preservar não apenas a floresta, mas também a essência de um Brasil profundo, diverso e cheio de sabedoria.

 

No episódio exibido neste domingo, 28 de setembro, o programa Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte conduziu o telespectador a uma imersão pela cidade histórica de Ouro Preto e seus arredores, revelando a força cultural, arquitetônica e gastronômica desse território mineiro reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade. Fundada em 1698, a antiga Vila Rica foi palco da corrida do ouro e se tornou símbolo de riqueza, devoção e resistência. Entre casarões coloniais, ladeiras íngremes e igrejas barrocas, cada esquina revelou ao público fragmentos de uma história que mistura esplendor, grandiosidade e sacrifício.

Entre os pontos mais marcantes do episódio, Matheus Boa Sorte esteve na Mina Santa Rita, onde mostrou as duras condições enfrentadas por escravizados e até crianças, que trabalhavam em ambientes estreitos e insalubres para sustentar o ciclo do ouro. O contraste entre a riqueza acumulada e o sofrimento humano reforçou a importância da preservação da memória desse período. Além disso, o apresentador percorreu o patrimônio religioso da cidade, visitando templos como a Capela de São João, a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, a Igreja do Rosário e a São Francisco de Assis, obra-prima de Aleijadinho.

Os encantos de Ouro Preto

O roteiro também levou o público a Lavras Novas, distrito que une fé, natureza e tradição. Ali, Matheus destacou o projeto comunitário Doninhas de Lavras Novas, que reúne mulheres idosas em torno do bordado, transformando o artesanato em fonte de renda e autoestima. Personagens como Dona Lídia e Dona Efigênia emocionaram com suas histórias, enquanto o Atelier Família, dos artistas Dulce Magalhães e Hélio Brito, apresentou um espaço de criação que atrai visitantes com esculturas, joias e trabalhos em tecido.

Na comunidade da Chapada, o programa mostrou a hospitalidade mineira através de José Loreto, conhecido pelo preparo do “melhor torresmo de Minas” e da curiosa “Paella Mineira”. Entre boa comida, causos e conversas descontraídas, Matheus Boa Sorte destacou como a gastronomia e a simpatia local enriquecem a experiência dos visitantes. Encerrando a viagem, o episódio evidenciou que Ouro Preto é um verdadeiro tesouro brasileiro: um lugar onde a monumentalidade arquitetônica se encontra com tradições vivas, histórias de fé e expressões artísticas que confirmam a cidade como um dos maiores símbolos culturais do país.

 

No episódio desta semana do Boa Sorte Viajante, apresentado por Matheus Boa Sorte, Salinas surge como muito mais do que a capital nacional da cachaça: é uma cidade de acolhida, de sabores marcantes e de histórias que se entrelaçam com o tempo. Situada no Norte de Minas Gerais, a 651 km de Belo Horizonte, Salinas se apresenta como um destino onde tradição e modernidade convivem em perfeita harmonia.

O roteiro começa no Museu da Cachaça, espaço que preserva a memória da produção artesanal e reforça a importância da bebida como símbolo cultural e motor econômico da região. A visita também passa por fazendas tradicionais, como a Havana, guardiã do legado de Anísio Santiago, e a Sabinosa, que mantém viva a paixão pela cachaça de alambique. Nessas paradas, o visitante descobre que cada detalhe, do corte da cana ao rótulo colado manualmente, carrega história e dedicação.

Paróquia de Santo Antônio, em Salinas (MG).

Outro ponto alto é o Mercado Municipal de Salinas, onde cores, cheiros e sabores revelam a essência da culinária mineira. Entre bancas de arroz vermelho, feijões típicos e especiarias, personagens como Lafaiete “Zetti” Santos e Renildo “Cafú” Miranda mostram que a feira é um lugar de encontro, tradição e afeto, onde cada produto vem acompanhado de boas histórias.

A experiência se completa às margens da barragem de Salinas, espaço de lazer e convívio da população. Ali, o Bar do Gôla se tornou referência pela gastronomia que une simplicidade e criatividade, com pratos como a panceta pururuca acompanhada de geleia de abacaxi com pimenta. Em cada detalhe, Salinas mostra que é muito mais do que a terra da cachaça: é um destino de cultura viva, boa mesa e hospitalidade mineira.

No episódio exibido no último domingo, 14 de setembro,  o “Boa Sorte Viajante” conduziu os telespectadores por uma jornada encantadora por dois distritos do município do Serro, em Minas Gerais. A primeira parada do apresentador Matheus Boa Sorte é em São Gonçalo do Rio das Pedras, local que guarda a tranquilidade das serras e a força da história. Com seu casario colonial e igrejas barrocas, como a Matriz de São Gonçalo e a Igreja do Rosário, o lugar respira tradição. A natureza, sempre exuberante, revela joias como a Cachoeira do Comércio, um espetáculo de 85 metros de queda que emociona os visitantes. Mas a alma da comunidade se revela no bar do seu Ademil, onde histórias se misturam a mais de 350 rótulos de cachaça artesanal, muitas delas preparadas com ervas que, além de sabor, carregam propriedades medicinais.

Entre os moradores, há também quem tenha trocado a vida agitada da cidade pelo ritmo tranquilo da roça. É o caso de Marcos e Maria Cristina, que cultivam plantas medicinais em uma ervanária que se tornou referência. Ali, o tempo ganha outra cadência e a simplicidade se transforma em sabedoria. A memória afetiva também se manifesta na cozinha, como no bolo de milho da dona Eva, quitandeira que deixou seu legado de afeto e sabor para a comunidade e para quem teve o privilégio de experimentar suas receitas.

Capela do Rosário, Milho Verde, nas Minas Gerais.

De lá, Matheus Boa Sorte segue para Milho Verde, um distrito de origem setecentista que guarda uma aura especial. Berço da icônica Chica da Silva, o local conserva a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres e a singela capela de Nossa Senhora do Rosário, símbolos da religiosidade local. A natureza mais uma vez é protagonista, com trilhas acessíveis que levam à Cachoeira do Lajeado, um refúgio de águas cristalinas perfeito para famílias. O guia Marciano mostra como a região vive hoje do turismo, com cachoeiras, sítios arqueológicos e paisagens que atraem visitantes do Brasil e do mundo, incluindo estrangeiros que decidiram fincar raízes ali.

E como Minas não se entende sem sua culinária, o episódio dedica espaço às cozinhas que mantêm vivas as tradições do Serro. Dona Elsa, por exemplo, prepara o chuchu com ora-pro-nóbis, prato herdado de sua infância quilombola, enquanto dona Geralda encanta com suas quitandas, como o pão de queijo, o bolo de fubá e as rosquinhas adoçadas com rapadura. São sabores que carregam memórias, afeto e identidade. Mais do que mostrar paisagens e atrativos, o programa conduz o espectador a sentir o que significa viver em Minas: uma combinação de natureza generosa, história pulsante, gastronomia de raiz e o calor humano de comunidades que transformam simplicidade em arte de bem viver.